O diabetes mellitus é uma síndrome metabólica que se caracteriza pela deficiência de produção ou de ação da insulina no organismo, que atinge tanto adultos como crianças.
Desta forma, os pacientes acometidos dessa doença devem fazer um rigoroso controle glicêmico, a fim de evitar complicações graves a sua saúde. Aqui começa a grande dificuldade, pois são inúmeras picadas no dedo diariamente, sem contar o medo de uma hipoglicemia noturna.
Ocorre que muitos pacientes não conseguem ter bom controle glicêmico através do método convencional, sendo necessário o controle ser efetuado através do sensor Freestyle Libre.
O sensor Freestyle Libre foi criado para tornar o processo de monitoramento de glicose mais fácil e simples com tecnologia menos invasiva.
Trata-se de um sensor do tamanho de uma moeda (1 real) que é aplicado no braço e mede de forma contínua a glicose e armazena os dados durante o dia e à noite.
Inúmeros são os seus benefícios: monitorização constante, menos dor e incômodo, já que ele fica aplicado no braço durante 14 dias, minimizando assim as várias picadas no dedo, ele traz mais liberdade aos pacientes que poderão fazer suas atividades diárias e praticar esportes mais tranquilamente.
Infelizmente, o grande empecilho dos pacientes diabéticos utilizarem esse tipo de monitoramento é o preço, já que são necessários dois sensores por mês, o qual irá gerar um custo de em torno R$ 600,00 (seiscentos reais) mensais.
O que muitos não sabem é que é possível ter o fornecimento desse sensor pelo tanto pelo plano de saúde como pelo SUS.
Recebi a negativa do meu plano de saúde? E agora?
Sabemos que os planos de saúde visam o máximo de lucro, assim mesmo com a apresentação da prescrição médica, os pacientes recebem a negativa com a informação de que o sensor não está previsto no ROL da ANS.
A ANS é a agência reguladora do governo responsável regulamentar o funcionamento de um plano de saúde, abrangendo os procedimentos que devem ser oferecidos aos pacientes.
Assim a ANS publica periodicamente uma lista de todos os eventos e procedimentos de saúde de cobertura mínima obrigatória pelas operadoras de saúde.
Mas importante esclarecer que esta listagem se trata uma cobertura mínima obrigatória, ou seja, as operadoras podem oferecer uma cobertura maior.
Além disso, a negativa é abusiva já que a Lei dos planos de saúde, obriga a cobertura de tratamento pelo plano de saúde de qualquer doença listada na Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados com a Saúde, também chamada simplesmente de CID.
Se uma doença é coberta, o tratamento também deve ser, incluindo os insumos necessários para melhor controle e tratamento da diabetes.
Mas se você não tem plano de saúde, saiba que é possível obrigar o SUS a fornecer o sensor para você.
Para isso é necessário: ter um relatório médico demonstrando que o sensor é imprescindível para o tratamento, bem como demonstrar que não tem condições financeiras para custear o mesmo.
Além do relatório médico e comprovantes de renda o qual demonstra que não tem condições de custear o Sensor Libre, também é necessário apresentar documentos pessoais, negativa administrativa do SUS.
Desta forma, tendo a negativa de custeio do Sensor Libre seja pelo plano de saúde ou pelo SUS, procure um advogado especialista para resolução dessa situação.
Se você é diabético e recebeu a negativa do seu plano de saúde ou mesmo do SUS entre em contato conosco e saiba como agir para resolver seu problema!
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